Mamoplastia redutora

A mamoplastia redutora ou mastoplastia redutora é a cirurgia para a redução do volume mamário. Nesse sentido, costuma ser recomendada para quem está insatisfeita com a aparência de suas mamas em termos de volume, forma ou consistência.

A redução mamária é uma das três principais cirurgias da mama, ao lado da mastopexia (suspensão das mamas caídas ou flácidas) e da mastoplastia de aumento (colocação de prótese mamária).

Trata-se de uma operação praticada desde os primórdios da cirurgia plástica, sendo consagrada no início dos anos 60, quando o professor Ivo Pitanguy publicou sua técnica de redução de mama com a famosa cicatriz em T invertido.

Em seguida, após isso, outras técnicas surgiram e, hoje, acontece a associação de técnicas, para obter melhores resultados, com menor risco de complicações.

Geralmente, para este tipo de cirurgia, adota-se a anestesia geral. A duração média é de 3 horas.

Indicações da mamoplastia redutora

As alterações nas mamas podem, certamente, influenciar no comportamento, autoestima, vida sexual, afetiva e até profissional da mulher. Por isso, adequar o formato, tamanho ou aspecto das mamas a um padrão estético é algo legítimo e que faz parte de sua busca íntima.

As mamas aumentadas de tamanho podem ser classificadas em casos de hipertrofia ou, em situações extremas, com grandes volumes, de gigantomastia.

Geralmente, o aumento do volume está associado à ptose da mama (queda), que também é uma queixa frequente. Além do constrangimento estético, é comum o aumento mamário levar a dores cervicais e na coluna torácica. Há três alterações básicas nas mamas:

  • Alterações de tamanho: mamas grandes ou pequenas em relação à altura da mulher, à largura dos ombros ou às proporções do tórax.
  • Flacidez e queda das mamas: devido ao emagrecimento, à gravidez, à amamentação, ou por características individuais.
  • Alterações de formato: mamas alargadas ou com falta de projeção, espalhadas, assimétricas, aréolas grandes em relação às mamas e outros desvios visuais do padrão estético vigente.

Como a mamoplastia redutora funciona?

Neste tipo de procedimento, são retirados os excessos de pele, tecido glandular e gordura. As técnicas cirúrgicas, que determinam o tipo e o tamanho da cicatriz, por exemplo, variam em função do volume mamário e do grau de flacidez cutânea.

Dependendo da técnica empregada, pode-se obter cicatrizes em forma de “I“, “L“ e “T” invertido. Para mamas muito grandes e caídas, em geral, utiliza-se a técnica em “T” invertido.

Quando as mamas são menores e caídas, podem ser adotadas as técnicas em “I” ou “L”, que deixam cicatrizes menores.

A assimetria entre as mamas é normal, muitas vezes, sendo decorrente da caixa torácica, coluna vertebral ou do próprio formato da mama.

Avaliação pré-cirúrgica

A avaliação física da paciente que irá se submeter à cirurgia redutora das mamas inclui:

  • Análise do biotipo da paciente (estatura, peso, medida do tórax);
  • Exame da pele mamária (elasticidade, estrias, flacidez);
  • Verificação do excesso de parênquima (tecido mamário);
  • Palpação da mama.

Além disso, são solicitados exames de imagem (ultassonografia e mamografia) e também uma avaliação da saúde das mamas por um mastologista.

Cuidados no pré-operatório

  • Não tome qualquer medicamento, como aspirina, ginkgo biloba, fitoterápicos e derivados, ou anti-inflamatórios por, pelo menos, 15 dias antes da cirurgia;
  • Mantenha medicamentos de uso diário, caso seja diabético ou hipertenso, ou tenha outras patologias;
  • Evite bebidas alcoólicas, principalmente vinho, pelo menos, 48 horas antes da cirurgia;
  • Depile-se 5 dias antes da cirurgia, jamais na véspera;
  • Tome banho com sabonete antisséptico (Soapex) 2 dias antes da cirurgia;
  • Providencie os exames solicitados, pelo menos, 20 dias antes da cirurgia;
  • Informe ao médico sobre seu estado gripal ou outra patologia;
  • Leve os exames pré-operatórios, sutiã cirúrgico, medicamentos de uso diário e demais medicamentos solicitados pela equipe médica no dia da internação;
  • Chegue para a internação no horário marcado;
  • Faça dieta zero, com jejum a partir das 22h do dia anterior, evitando alimentos sólidos, pastosos e/ou líquidos, incluindo água.

Cuidados no pós-operatório

  • Levante com ajuda ou deite-se lateralmente, encolhendo as coxas e sustentando-se com os braços;
  • Use sutiã cirúrgico limpo sempre, tirando-o somente para banho, por, pelo menos, 60 dias;
  • Não levantar os braços mais de 90º por 30 dias.
  • Evite movimentos bruscos no tórax por, pelo menos, 20 dias.
  • Evite peso nos braços por até 60 dias;
  • Lave sempre as mãos antes de tocar na mama;
  • Use Micropore ou fita de silicone por, pelo menos, 60 dias;
  • Movimente-se com cuidado, principalmente ao nível da cintura;
  • Não levante os braços até a cabeça quando deitar;
  • Use laxantes, supositórios ou outros, caso tenha prisão de ventre, para ajudar na evacuação sem esforço, evitando sangramentos;
  • Tome os medicamentos receitados pelo médico;
  • Informe ao médico imediatamente sobre o surgimento de espinhas ou vermelhidão na pele;
  • Use apenas roupa com abertura frontal, até retirada total dos pontos;
  • Faça massagem nas cicatrizes conforme instruções passadas;
  • Evite o ganho de peso, para não prejudicar a cirurgia ou suas cicatrizes.

Pontos de atenção

A sensibilidade do complexo aréolo-mamilar dependerá da evolução de cada paciente e da técnica empregada que foi discutida com a paciente durante a consulta informativa.

Por outro lado, a evolução da cicatriz varia conforme as características da pele dos pacientes. Qualquer alteração de cicatriz deve ser comunicada imediatamente ao médico.

Por fim, mantenha a calma: dor discreta  no local  da cirurgia  pode ocorrer.